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MVP não é uma versão ruim: como recortar o essencial do produto

Você já ouviu falar que MVP é “versão menor e ruim do produto”? Isso é um mito que causa confusão em times de produto e gestores.


Para Product Managers, entender o real propósito do MVP é essencial, não para entregar menos, mas para recortar estrategicamente o essencial e validar hipóteses rapidamente.


Neste artigo você vai entender como fazer isso com fundamentos sólidos e práticos.


MVP de verdade: muito mais que “versão simples”


MVP significa Minimum Viable Product (Produto Mínimo Viável), não uma versão “feia” ou “incompleta”, mas uma versão que entrega valor real e viável para o usuário, suficiente para gerar aprendizado com o menor esforço possível.


O foco não é “lançar algo ruim”, mas executar um ciclo de aprendizagem rápido: você libera algo funcional no mercado, coleta feedbacks validados e decide: evoluir, pivotar ou parar.


O erro comum é pensar que MVP é somente “redução do escopo técnico”. Na verdade, ele deve ser um produto funcional para teste real de hipóteses do negócio.


Paulo Caroli: definição e os 4 pilares do MVP


Paulo Caroli, autor e referência em Lean Inception, traz uma perspectiva clara e prática do MVP, que vai além de um protótipo qualquer. Ele propõe que um MVP deve contemplar 4 pilares simultâneos: valioso, usável, factível e “uau” e não apenas um conjunto de funcionalidades básicas.



  1. Valioso: O MVP deve entregar valor percebido pelo negócio, ou seja, resolver uma necessidade concreta e gerar algum resultado comercial ou aprendizado útil.

  2. Usável: Não basta funcionar: o produto mínimo precisa ser compreendido e utilizado pelo usuário da forma que foi planejado. A usabilidade aqui é essencial.

  3. Factível: Precisa ser possível de construir com os recursos e competências disponíveis, isso evita atrasos, desperdício de tempo e retrabalho.

  4. Fator “Uau”: Mesmo sendo mínimo, o MVP precisa causar impacto, ou seja, teer algo que surpreenda o usuário ou o faça dizer: “Isso já resolve meu problema”.


Esses pilares ajudam PMs a recortar o essencial sem perder qualidade ou sentido, ao invés de simplesmente reduzir o escopo de forma arbitrária.


MVP não é “produto meia-boca”


Uma das maiores confusões no ambiente de produto é achar que MVP é sinônimo de “produto básico e ruim”. Nada disso.


  • MVP é um produto. Viável, utilizável e que resolve uma dor real.

  • A ideia não é economizar em qualidade, mas otimizar recursos para testar hipóteses mais rápido que o concorrente.

  • É um produto funcional, não um protótipo conceitual solto.


Essa visão equivocada acaba levando times a lançar MVPs que nem funcionam direito e, como resultado, não geram dados confiáveis para aprender e evoluir.


Como Product Managers devem recortar o MVP de forma estratégica


Como PM, recortar um MVP não é só reduzir funcionalidades.

Veja como fazer isso com foco:


Comece com uma hipótese clara

Defina o que você quer validar:

  • Existe demanda real para esse produto?

  • Usuários estão dispostos a pagar por isso?

  • Sua solução resolve um problema real?

A hipótese é o ponto de partida.


Trace métricas de sucesso

Sem métricas, não há aprendizado. Estabeleça indicadores como:

  • engajamento inicial;

  • taxa de retenção básica;

  • conversão inicial.

Sem números, você está adivinhando.


Alinhe com os 4 pilares

Antes de cortar uma funcionalidade, pergunte: ela é necessária para algum dos pilares? Se a resposta for não, é um bom candidato à exclusão.


Produto é mais que código

Um MVP pode ser um serviço manual “por trás das câmeras”, o importante é que o usuário perceba valor real.


Exemplos práticos para Product Managers

Situação

MVP Viável

Não é MVP

Novo app de entrega de comida

Página de pedido + entregas manuais para 10 usuários

App completo com todas as cidades

Ferramenta SaaS B2B

Versão com 2 features principais e onboarding simplificado

Pacote completo com todos os módulos

Rede social

Protótipo funcional restrito a uma comunidade

Plataforma com tudo liberado

Esses cortes estratégicos permitem validação rápida com custo reduzido e aprendizado real sobre o produto.


MVP não é a versão ruim nem incompleta do produto


Para Product Managers, entender isso significa tomar decisões melhores de priorização, reduzir riscos e acelerar a entrega de valor para o mercado.

MVP corretamente definido = produto funcional + aprendizado rápido + base para decisões seguras.

Agora, se além de entender mais sobre o MVP, você também precisa aprender a como:


✔ estruturar um Discovery que gera decisão

✔ conectar Discovery e Delivery de forma fluida

✔ construir e defender roadmaps com contexto

✔ sair do operacional e atuar com visão de produto



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