MVP não é uma versão ruim: como recortar o essencial do produto
- Bruna Fonseca

- há 24 minutos
- 3 min de leitura
Você já ouviu falar que MVP é “versão menor e ruim do produto”? Isso é um mito que causa confusão em times de produto e gestores.
Para Product Managers, entender o real propósito do MVP é essencial, não para entregar menos, mas para recortar estrategicamente o essencial e validar hipóteses rapidamente.
Neste artigo você vai entender como fazer isso com fundamentos sólidos e práticos.
MVP de verdade: muito mais que “versão simples”
MVP significa Minimum Viable Product (Produto Mínimo Viável), não uma versão “feia” ou “incompleta”, mas uma versão que entrega valor real e viável para o usuário, suficiente para gerar aprendizado com o menor esforço possível.
O foco não é “lançar algo ruim”, mas executar um ciclo de aprendizagem rápido: você libera algo funcional no mercado, coleta feedbacks validados e decide: evoluir, pivotar ou parar.
O erro comum é pensar que MVP é somente “redução do escopo técnico”. Na verdade, ele deve ser um produto funcional para teste real de hipóteses do negócio.
Paulo Caroli: definição e os 4 pilares do MVP
Paulo Caroli, autor e referência em Lean Inception, traz uma perspectiva clara e prática do MVP, que vai além de um protótipo qualquer. Ele propõe que um MVP deve contemplar 4 pilares simultâneos: valioso, usável, factível e “uau” e não apenas um conjunto de funcionalidades básicas.

Valioso: O MVP deve entregar valor percebido pelo negócio, ou seja, resolver uma necessidade concreta e gerar algum resultado comercial ou aprendizado útil.
Usável: Não basta funcionar: o produto mínimo precisa ser compreendido e utilizado pelo usuário da forma que foi planejado. A usabilidade aqui é essencial.
Factível: Precisa ser possível de construir com os recursos e competências disponíveis, isso evita atrasos, desperdício de tempo e retrabalho.
Fator “Uau”: Mesmo sendo mínimo, o MVP precisa causar impacto, ou seja, teer algo que surpreenda o usuário ou o faça dizer: “Isso já resolve meu problema”.
Esses pilares ajudam PMs a recortar o essencial sem perder qualidade ou sentido, ao invés de simplesmente reduzir o escopo de forma arbitrária.
MVP não é “produto meia-boca”
Uma das maiores confusões no ambiente de produto é achar que MVP é sinônimo de “produto básico e ruim”. Nada disso.
MVP é um produto. Viável, utilizável e que resolve uma dor real.
A ideia não é economizar em qualidade, mas otimizar recursos para testar hipóteses mais rápido que o concorrente.
É um produto funcional, não um protótipo conceitual solto.
Essa visão equivocada acaba levando times a lançar MVPs que nem funcionam direito e, como resultado, não geram dados confiáveis para aprender e evoluir.
Como Product Managers devem recortar o MVP de forma estratégica
Como PM, recortar um MVP não é só reduzir funcionalidades.
Veja como fazer isso com foco:
Comece com uma hipótese clara
Defina o que você quer validar:
Existe demanda real para esse produto?
Usuários estão dispostos a pagar por isso?
Sua solução resolve um problema real?
A hipótese é o ponto de partida.
Trace métricas de sucesso
Sem métricas, não há aprendizado. Estabeleça indicadores como:
engajamento inicial;
taxa de retenção básica;
conversão inicial.
Sem números, você está adivinhando.
Alinhe com os 4 pilares
Antes de cortar uma funcionalidade, pergunte: ela é necessária para algum dos pilares? Se a resposta for não, é um bom candidato à exclusão.
Produto é mais que código
Um MVP pode ser um serviço manual “por trás das câmeras”, o importante é que o usuário perceba valor real.
Exemplos práticos para Product Managers
Situação | MVP Viável | Não é MVP |
Novo app de entrega de comida | Página de pedido + entregas manuais para 10 usuários | App completo com todas as cidades |
Ferramenta SaaS B2B | Versão com 2 features principais e onboarding simplificado | Pacote completo com todos os módulos |
Rede social | Protótipo funcional restrito a uma comunidade | Plataforma com tudo liberado |
Esses cortes estratégicos permitem validação rápida com custo reduzido e aprendizado real sobre o produto.
MVP não é a versão ruim nem incompleta do produto
Para Product Managers, entender isso significa tomar decisões melhores de priorização, reduzir riscos e acelerar a entrega de valor para o mercado.
MVP corretamente definido = produto funcional + aprendizado rápido + base para decisões seguras.
Agora, se além de entender mais sobre o MVP, você também precisa aprender a como:
✔ estruturar um Discovery que gera decisão
✔ conectar Discovery e Delivery de forma fluida
✔ construir e defender roadmaps com contexto
✔ sair do operacional e atuar com visão de produto
O D² [do Discovery ao Delivery] é para você.
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