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Aprendendo com o fracasso dos Produtos Digitais

Hoje eu quero compartilhar com vocês um tema que, embora seja um pouco doloroso para muitos de nós, é fundamental para nosso crescimento e sucesso: aprender com o fracasso dos produtos digitais (os nossos e dos outros também).


Sim, é isso mesmo, falhar pode ser uma grande escola, e vou te mostrar o porque.


A corrida pela inovação


Vivemos em um mundo onde a tecnologia e a inovação avançam a passos largos. Empresas e empreendedores estão sempre tentando lançar o próximo grande produto digital, aquele que promete mudar o mercado.


Mas, por trás de cada sucesso estrondoso, há tentativas que não deram certo. E é aí que a mágica acontece: aprendemos mais com nossos erros do que com nossos acertos.


É clichê eu sei, mas eu estou falando da mentalidade de errar rápido, aceitar o erro, aprender com ele, se adaptar e corrigí-lo.

Na prática acontecem coisas mágicas, o mais importante é que o erro aconteça o quanto antes, para que ele não determine a "MORTE" de um produto digital e sim apenas um recalculo de rota.


O que não deu certo


Eu trouxe aqui alguns cases que fracassaram a ponto de "MORRER", e para quê? Para que a gente passa tirar alguns aprendizados deles.

Segway: O transporte do futuro que não foi

O Segway chegou prometendo revolucionar a mobilidade pessoal. Quem não se lembra das imagens de pessoas deslizando pelas ruas em uma espécie de patinete futurista?


Porém, apesar de toda a expectativa, ele não conseguiu conquistar o mercado. O alto preço e a falta de clareza sobre onde poderia ser utilizado legalmente foram alguns dos principais obstáculos. No final, o Segway se tornou mais uma curiosidade tecnológica do que uma revolução na mobilidade.


Google Glass: A realidade aumentada que não colou

Outro exemplo icônico é o Google Glass. Essa tecnologia wearable parecia saída de um filme de ficção científica e prometia integrar a realidade aumentada ao nosso dia a dia. Mas problemas como preocupações com a privacidade, design intrusivo e falta de aplicativos úteis impediram que ele se popularizasse.


O Google Glass acabou se tornando um símbolo de um produto que chegou cedo demais ao mercado, sem estar realmente preparado para atender às necessidades dos usuários.


Aplicativos de Saúde Mental na Pandemia: Boas intenções, execução falha

Durante a pandemia de COVID-19, muitos aplicativos de saúde mental surgiram para ajudar as pessoas a lidar com o isolamento e o estresse. Apesar das boas intenções, muitos falharam em realmente atender às necessidades dos usuários.


A falta de pesquisas aprofundadas e o entendimento das complexidades da saúde mental foram alguns dos principais motivos para esses fracassos.


Lições aprendidas


Então, o que podemos aprender com esses fracassos? Vamos lá:


  1. Identifique problemas reais: Produtos digitais bem-sucedidos resolvem problemas reais dos usuários. Eles atendem a necessidades específicas e melhoram significativamente a vida ou o trabalho das pessoas.

  2. Acessibilidade e usabilidade: Não adianta ter uma tecnologia incrível se ela não for prática e acessível. O exemplo do Segway mostra como um preço elevado e questões de usabilidade podem condenar até as inovações mais promissoras.

  3. Pesquisa e feedback do usuário: Envolver os usuários no processo de desenvolvimento desde o início é crucial. Isso permite entender suas necessidades e expectativas, criando produtos que realmente ressoam com o público.


Aplicando as lições

Agora que sabemos onde muitos erraram, como podemos aplicar essas lições para fomentar a inovação? Aqui vão algumas dicas:


  1. Adote uma mentalidade de crescimento: Veja o fracasso como uma oportunidade de aprendizado. Celebre tanto as tentativas quanto os sucessos, entendendo que cada projeto traz valiosos insights.

  2. Crie uma cultura de experimentação: Incentive sua equipe a arriscar e inovar sem medo de falhar. Empresas como Google e Pixar são famosas por suas culturas que apoiam a experimentação e entendem que a verdadeira inovação vem de um processo de tentativa e erro.

  3. Utilize ferramentas e métodos de validação: O Design Thinking, MVP (Produto Mínimo Viável) e a prototipagem rápida são excelentes para testar ideias no mercado com investimento mínimo. Ferramentas de feedback do usuário, como entrevistas e testes de usabilidade, são cruciais para ajustar o produto conforme necessário.


Refletir sobre as jornadas dos produtos digitais, desde os lançamentos ambiciosos até os fracassos inesperados, nos traz lições valiosas. Aprendemos que o sucesso raramente é linear e que os fracassos, embora desafiadores, são ricos em insights.


Então, te convido a compartilhar suas próprias experiências e lições aprendidas com os fracassos de produtos digitais. Seja um projeto que não decolou como esperado ou uma ideia que precisou ser ajustada, suas histórias são valiosas.


 

Eu sou Bruna Fonseca, Professora, Facilitadora e Product Manager, especialista em Produtos Digitais e SCRUM, com mais de 20 anos de experiência.


COMO POSSO AJUDAR:

📌 Assessment e Mentoria para Product Managers;

📌 Palestras sobre agilidade e inovação;

📌 Treinamentos corporativos com foco em Discovery e Delivery;

📌 Facilitação de workshops.


Vamos conversar?

WhatsApp: (11) 91973-6910



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