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Por que 80% dos produtos falham antes mesmo do lançamento?

Você já reparou como alguns produtos parecem “nascer prontos”? Quase sempre, o problema não é o botão de comprar ou o anúncio.


É o que aconteceu (ou não aconteceu) antes. A maioria das falhas nasce na fase em que a empresa decide apostar alto em suposições, sem construir evidências.


O número que assusta e o que ele quer te dizer


Existe um dado que aparece com frequência quando falamos de inovação e lançamento: mais de 80% dos lançamentos em produtos digitais não dão certo em diversas categorias, principalmente em mercados de consumo e alta competição.


O ponto aqui não é ficar preso ao percentual exato, e sim ao recado: lançar é caro demais para ser baseado em “acho que”.


Quando um produto falha “antes de nascer”, ele não falha porque a ideia era ruim. Ele falha porque a ideia não foi tratada como hipótese. E hipótese pede validação.


O erro: confundir entusiasmo com evidência


No dia a dia, eu vejo esse roteiro se repetir: alguém tem uma ideia, a ideia empolga, vira projeto, ganha prazo, entra no roadmap e, quando percebe, o time está construindo algo que ninguém teve clareza.


Um artigo clássico da Harvard Busniess Review fala sobre falhas em lançamentos aponta um padrão bem humano: muita gente lança com pouca pesquisa, apoiada em relatos e percepções internas, como se isso fosse prova.


A pergunta que muda o jogo é simples: qual evidência real você tem de que esse produto resolve um problema que alguém já tenta resolver hoje?


7 motivos que fazem produtos morrerem antes do lançamento


A seguir estão os motivos mais comuns que eu vejo derrubando produtos ainda na “gestação”. Repara que quase todos são decisões feitas cedo demais, com informação de menos.



  1. Problema fraco (ou genérico demais): Se o problema é “melhorar a experiência” ou “aumentar produtividade”, você está sem problema. Problema bom tem contexto, impacto e frequência. Sem isso, você constrói algo bonito que não vira prioridade para ninguém.

  2. Público-alvo amplo para parecer grande: Quando o produto tenta falar com todo mundo, vira irrelevante para qualquer pessoa. Segmentação não limita. Ela dá foco. O melhor sinal de que você acertou o público é quando você consegue completar a frase: “Isso é perfeito para quem…”

  3. Proposta de valor confusa: Se você precisa de 5 minutos para explicar o produto, o mercado também vai precisar, e ele não vai te dar esses 5 minutos. Uma proposta de valor boa responde rápido:

    1. Para quem é?

    2. Qual problema resolve?

    3. Qual resultado entrega?

    4. Por que agora?

  4. Discovery feito como evento, não como cultura: Tem time que “faz discovery” só quando o backlog acaba ou uma única vez antes do início, com a famosa "grande ideia". Discovery de verdade é rotina de aprendizado, com ciclos curtos, documentação e alinhamento com o negócio. Se você quer estruturar isso sem virar burocracia, vale ler este conteúdo do meu blog sobre escalar Product Discovery e criar cultura de aprendizado.

  5. Concorrência ignorada (principalmente a alternativa mais óbvia): Concorrente não é só quem tem produto parecido. Concorrente é planilha, WhatsApp. Se você não entende por que as pessoas permanecem na solução atual, você não entende o seu desafio real.

  6. Preço e modelo de negócio no escuro: Preço não é detalhe do fim. Ele define público, percepção de valor, canal de aquisição e até o tipo de suporte que você vai precisar. Quando o time descobre tarde que “não fecha a conta”, a frustração vira retrabalho.

  7. Go-to-market tratado como plano de divulgação: Lançamento não é post no Instagram. É distribuição, onboarding, mensagem, canal, prova social, timing e operação pronta para atender.


Pré-lançamento orientado por validação


Se você quer reduzir a chance de morrer antes do lançamento, a lógica é: validar antes de escalar. Um roteiro simples (e muito prático) é:

  1. Defina a hipótese em formato testável: Exemplo: “Acreditamos que [perfil] tem dificuldade em [situação] e pagaria por [solução] para obter [resultado].”

  2. Converse com pessoas reais do público: Nada de pesquisa só com amigos ou equipe interna. Busque quem sente a dor e já tentou resolver.

  3. Teste a mensagem antes do produto: Landing page, lista de espera, anúncio pequeno, página de vendas simples. Se a proposta não gera interesse, o produto completo não vai “salvar”.

  4. Crie um MVP que prove valor, não que prove tecnologia: MVP não é versão “capenga”. É versão focada. Um recorte que entrega o principal resultado com o mínimo de complexidade.

  5. Defina um critério de decisão: Antes de construir mais, defina o que significa “vamos continuar” e o que significa “vamos parar”.


Checklist rápido antes de apertar o “publicar”


  • Eu sei qual dor específica estou resolvendo?

  • Eu consigo descrever o público em uma frase?

  • Eu consigo explicar o valor em 15 segundos?

  • Eu tenho sinais de demanda (interesse, lista, conversas, pré-venda)?

  • Eu sei qual canal vai trazer os primeiros usuários?

  • Eu sei o que precisa acontecer para alguém ter sucesso nos primeiros dias?

  • Eu tenho métricas mínimas para saber se está funcionando?


Quando um produto falha “antes mesmo do lançamento”, ele está só revelando uma verdade: a decisão foi tomada cedo demais, com evidência de menos.


A boa notícia é que isso é totalmente evitável quando você troca opinião por aprendizado: valida o problema, foca o público e clareia a proposta de valor.


Se você também precisa aprender a como:


  • estruturar um Discovery que gera decisão

  • conectar Discovery e Delivery de forma fluida

  • construir e defender roadmaps com contexto

  • sair do operacional e atuar com visão de produto



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