Os 3 modelos mais usados de protótipo

Atualizado: 15 de jan.

Antes de falar dos 3 modelos mais usados de protótipo, vamos entender o que é um protótipo é, por definição, um modelo. Em essência é o primeiro modelo de um produto, serviço ou sistema, criado exclusivamente para servir de teste, visando o aprendizado e aprimoramento do que está sendo desenvolvido.


Em suma, a função de um protótipo é: atender a necessidade de aprimorar, o que irá aumentar as chances de sucesso no lançamento e também no pós-lançamento. No entanto, é preciso compreender que quando falamos de protótipo, não estamos falando de um produto, mas de uma das ferramentas de aperfeiçoamento.


Os 3 modelos mais usados de protótipo

Algo que eu costumo dizer sempre que o tema protótipo entra em pauta, seja na sala de aula ou no trabalho durante a etapa de desenvolvimento de um produto, é: todas as ideias precisam passar por testes e são passíveis de terem um modelo de teste, não importa se são consideradas extremamente simples ou absolutamente complexas.


Quando pensamos no desenvolvimento de um protótipo, ou seja, quando chegamos na etapa de fazer a prototipagem, não podemos ignorar uma outra função dessa fase: fazer a conexão entre time de produtos e usuário final.


Mais do que possibilitar testes sobre a funcionalidade do produto, serviço ou sistema, na prototipagem temos a possibilidade de descobrir informações extremamente importantes, como, por exemplo, dados não antes descobertos sobre os clientes e informações sobre o que está sendo desenvolvido, o que torna essa etapa uma fonte de novas funcionalidades, estratégias de negócios e diversificação de métodos.



Bom, só nesse começo de artigo já entendemos o que é um protótipo, qual é a sua função e o que mais a prototipagem pode proporcionar ao processo de desenvolvimento. Mas, precisamos ir além. Confira mais sobre a prototipagem na sequência do artigo.


A Prototipagem no Product Discovery


Como já abordamos aqui no site, mais especificamente no artigo Os 10 Princípios do Product Discovery, o Product Discovery é um método com a principal função de estudar totalmente e profundamente um produto, tendo a missão de levantar dados sobre como ele, seu público e o que é necessário para o seu desenvolvimento.


Aqui os protótipos servem mais para investigar e descobrir dados sobre a percepção do usuário. Vale dizer que a prototipação é uma das etapas do Product Discovery.



Protótipo no Design Thinking


Antes de começar a falar sobre a prototipagem no Design Thinking, quero deixar aqui a dica para a leitura do artigo O passo a passo para começar o Product Discovery, um conteúdo que produzi exclusivamente aqui para o site.


Porém, falando de uma forma bem resumida, o Design Thinking é uma abordagem com base nos princípios Lean, com perspectiva diferenciada e prática, que tem por função seguir uma trilha de resolução de problemas, com uma abordagem empática; tem seu foco nas pessoas, no público-alvo e no Time de desenvolvimento; caminha em sintonia na busca por soluções que satisfaçam o cliente e gerem um entendimento do desenvolvimento com o Time.


O Design Thinking também é uma metodologia que passa por algumas fases, que são 5:

  1. Imersão;

  2. Análise;

  3. Ideação;

  4. Prototipagem;

  5. Desenvolvimento.

Acontece que no Design Thinking, a quarta fase, a prototipação, não é tão restritiva ao lado material, englobando toda a transformação de uma ideia ou algo aplicável.


Ressalto, porém, que um protótipo é um modelo a ser melhorado, e não o produto final. Anotado? Então, que tal falarmos agora, um pouco sobre os 3 tipos de protótipos mais usados no mercado?


Os 3 tipos de protótipos de produto


1. Protótipos de viabilidade

Esse tipo de protótipo é geralmente utilizado para testes de novas tecnologias e algoritmos; nem sempre é descartado, uma vez que pode ser guardado para aprimoramento. Eles geralmente tratam dos riscos técnicos durante a descoberta do produto e antecedem a viabilidade dele.


2. Protótipos de baixa fidelidade

Esse tipo de protótipo não é criado para parecer igual ao produto final. Ou seja, o protótipo de baixa fidelidade e nem mesmo de média fidelidade precisam parecer reais, pois são usados para refletir sobre o produto ou mesmo identificar possíveis problemas de usabilidade e são, geralmente, usados ainda no início dos desenvolvimentos, sendo mais baratos e rápidos de se fazer.


Objetivos e/ou propósitos na criação de um protótipo de baixa fidelidade:

  • Descartar as maiores incertezas;

  • Testar conceitos e descobrir o valor daquele produto;

  • Servir de base para os protótipos de alta fidelidade.

3. Protótipo de alta fidelidade

Os protótipos de alta fidelidade são muito semelhantes ao produto real e são os que mais se aproximam da experiência final. Sua construção é mais demorada e geralmente custam mais que os demais.


Objetivos na construção dos protótipos de alta fidelidade:

  • Obter dados significativos durante testes;

  • Observação de funcionamento, elementos gráficos, animações e microinterações.

E agora que sabemos de tudo isso, já podemos encerrar o artigo e esperar pelo próximo tema, que eu ainda não vou revelar qual será, mas posso adiantar que vamos falar sobre validação.


Aguarde!


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